segunda-feira, 18 de maio de 2009

Apresentação final

Foi supreendente para nós termos aquela sala cheia no nosso debate, superando todas as nossas expectativas, resta-nos agradecer a todos aqueles que compareceram e aos intervenientes. Esperamos que o debate tenha servido para ilucidar os jovens acerca deste tema. Obrigado

domingo, 17 de maio de 2009

Jovens
"Ouvi aquele de óculos, o Paulo Rangel, e pouco mais..."
por RUI PEDRO ANTUNES


"A pouco mais de 20 dias das eleições europeias, o DN falou com jovens que vão votar pela primeira vez a 7 de Junho. A maioria não sabe indicar os candidatos ao Parlamento Europeu e confia na Internet para se informar quando se aproximar a data do escrutínio.

Sabem identificar a bandeira azul com as estrelas amarelas, mas não o nome dos candidatos portugueses às eleições europeias. A pouco mais de 20 dias do escrutínio europeu, o DN falou com jovens que já decidiram que vão votar pela primeira vez. Só não sabem em quem. A 7 de Junho vão ser chamados às urnas 650 mil novos eleitores, dos quais mais de 300 mil são jovens.

"Sobre as europeias já ouvi falar aquele gajo de óculos, que acho que é o Paulo Rangel, e pouco mais..." A frase é de Eduardo Teles, um dos poucos jovens que conseguiram indicar o nome de um candidato.

Além de um breve discurso de Rangel, o jovem de 18 anos que vota no Cartaxo, quando ouve falar em europeias, só se lembra de "uns cartazes picantes do Bloco de Esquerda e outros do PS que dizem 'Nós, Europeus'".

Tal como Eduardo, Ângela Saraiva, também com 18 anos, não conhece os candidatos e garante: "Ainda vou pesquisar na Internet antes de ir votar." Ângela queixa-se de "pouca informação" e Catarina Simões que "a informação está mal distribuída".

Catarina, que tem 19 anos e vai pela primeira vez às urnas, lamenta: "Só a duas semanas das eleições é que somos bombardeados com tempos de antena, telejornais e rádios. Deviam dar a informação mais distribuída para nós, jovens, compreendermos."

Vital Moreira? "Não conheço." Paulo Rangel? "Talvez já tenha ouvido falar." Miguel Portas? "Conheço é o Paulo…" Estas foram algumas respostas dos jovens quando confrontados com os nomes de alguns cabeças de lista. E, se não conhecem os candidatos, os programas muito menos.

Apesar de não saberem em quem votar, todos os estreantes na lide eleitoral que o DN contactou garantiram que vão votar porque é "um direito e um dever". Eduardo Teles não tem partido político e a sua única ligação partidária resume-se em "ajudar um amigo que é membro da JSD". No entanto, o jovem confessa que tem pensado neste momento e defende que "todos devemos votar, porque se antigamente não tínhamos opinião e agora temos devemos usar esse direito".

Quanto ao facto de se estrearem como votantes nas europeias, Ângela Saraiva considera estas eleições "tão importantes como as autárquicas ou legislativas, porque não podemos esquecer que Portugal é membro da União Europeia". Já Catarina Simões defende que votar nas europeias "é estarmos a defender a posição de Portugal na Comunidade".

Até agora, os 8,2 milhões de euros que os partidos prevêem gastar na campanha parecem não estar a ser eficazes junto dos jovens. Estes queixam-se de falta de informação e deixam pistas de como os partidos podem passar a mensagem à juventude. "A Internet, através de suportes como o YouTube, é um veículo que os políticos deviam apostar para chegar aos jovens", defende Jennifer Calhas, que aos 18 anos vai também votar pela primeira vez. Já Catarina Simões adverte que "não chega colocar vídeos na Internet. É preciso que os partidos sejam criativos, percebam como é a vida dos jovens, para conseguirem chegar até nós".

Ao contrário dos restantes novos votantes contactados pelo DN, Vasco Batista, estudante de Relações Internacionais na Universidade de Coimbra, considera que "até têm existido esforços no sentido de melhorar a divulgação dos candidatos, inclusive na Internet".

Vasco sabe quem é a maioria dos candidatos e afiança que estas eleições assumem "uma grande importância devido ao impasse no Tratado de Lisboa". Já assistiu a uma conferência, está atento às querelas entre Rangel e Vital, mas ainda não decidiu em quem votar. "Só vou tomar uma decisão depois de ver os programas dos partidos. E não vou estar atento só aos grandes como o PS e o PSD, mas também aos novos como o MMS [Movimento Mérito e Sociedade] e o MEP [Movimento Esperança Portugal]", garante o jovem de 18 anos. O estudante confessa que já sente que está "activo politicamente" e acredita que "a abstenção nestas eleições vai servir de barómetro para testar o eurocepticismo dos portugueses". Embora o jovem acredite que com o aproximar das eleições os eleitores vão ficar mais informados, Vasco reconhece: "Os jovens estão desligados desta realidade." "

DN Portugal
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1235150

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Jovens portugueses querem políticos activos contra a abstenção

O Movimento Europeu de Jovens Portugueses exige aos políticos nacionais “medidas de aproximação” ao eleitorado para combater a abstenção nas eleições de 2009, a começar já nas Europeias de 7 de Junho.O grupo, que vai organizar no final de Maio um debate com todos os cabeças-de-lista no pólo lisboeta da Universidade Católica, apela à "mobilização dos jovens" na votação para o Parlamento Europeu, já que, frisam, os portugueses são "cada vez mais cidadãos europeus" e dependem de decisões políticas "provenientes de Bruxelas" para vigorar em Portugal.O grupo foi ontem recebido por Jaime Gama na Assembleia da República, onde reclamou a “reformulação e regeneração” do parlamento nacional, com o dirigente fundador, José Miguel Bettencourt, a sublinhar o compromisso dos deputados com os eleitores.“Ser deputado é muito mais do que representar um partido, é uma escolha directa dos cidadãos", referiu à saída da audiência este porta-voz do grupo, citado pela Lusa.O Movimento Europeu de Jovens Portugueses foi criado a 9 de Maio de 2008 com o objectivo de responder ao apelo de Cavaco Silva para a participação dos jovens na política, no discurso de 25 de Abril do ano passado.A estrutura arrancou com cerca de 50 pessoas, tendo representações em diversas universidades do país, sendo parte do Movimento Europeu de Jovens que existe em vários países da Europa.
in: http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=367686

terça-feira, 12 de maio de 2009

Apresentação final

No próximo dia 18 de Maio será apresentado o nosso trabalho, com o tema "Jovens e Política" que vai consistir num debate com a presença do Dr. Luis Testa; do Dr. João Filipe Jesus; do Dr Hugo Capote e do Dr. António Batista. Este debate decorrerá pelas 10:15 na Escola Secundária de São Lourenço.

Quando a política ganha uma nova proporção

No início, a ideia de mergulhar de cabeça num projecto que se relacionasse com Política não soou bem para nenhum membro do grupo. A ideia generalizada dos jovens de que a política é aborrecida, maçadora e para adultos era também partilhada por nós. Podendo escolher outro tema qualquer para o trabalho, porque escolher este?
- Jovens e Política -
Eis as respostas que depressa (ou lentamente) encontrámos:
- Se a irreverência é uma virtude dos jovens, nós como jovens que somos, escolhemos este tema por ser alvo de grandes discórdias, discussões e de um enorme mediatismo;
- Se a maioria dos jovens não se interessa, nós iremos remar contra a maré: iremos mostrar interesse, iremos levantar as questões que todos os jovens levantam, iremos representar todos os jovens que intitulam a política de "grande seca" e na qual não vêem interesse algum! Iremos mostrar o nosso descontentamento, o nosso desânimo, o enorme desalento perante esta temática.
Tentaremos encontrar, juntamente com os representantes de alguns partidos, convidados por nós para participar no debate final, as respostas para as nossas questões, os motivos para o nosso desânimo perante a política, os motivos dessa falta de interesse e participação na vida política do país.
- Todos os membros do nosso grupo já atingiram a idade mínima para poder votar e, uma das nossas questões principais foi: Se podemos participar activamente na vida política do país no qual vivemos e o qual é Nosso, porque motivo não o faremos? Será a falta de interesse compreensível e justificável para que não o façamos quando finalmente atingimos esse direito, o direito ao voto? Será que nós, futuro do nosso país, temos o direito de abandonar o nosso mais recente dever? Sim, porque não se trata só de um direito de cada cidadão, é nosso dever participar na política que é feita em Portugal, se nós nos afastamos da política afastamo-nos do nosso próprio país. É como se não nos importássemos, se nem sequer nos atingisse tudo o que a política abrange. Como poderemos nós, jovens portugueses, lutar pelos nossos ideais e interesses se nos afastamos tanto de algo tão importante? Como é que posso votar, dar o meu contributo para a mudança que achamos necessária se não percebo nem me interesso por esta temática? Que credibilidade temos nós para criticar algo que nem percebemos nem nos esforçamos para perceber?
Achámos, portanto, necessário dar o passo em frente no caminho da aproximação entre os jovens e a política.
Todos nós queremos votar, todos nós queremos lutar por aquilo que achamos melhor e para isso, é necessário abrir os olhos e ouvidos para a política que é feita no nosso país e na qual temos o dever de intervir!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Fórum Inconformação 2009 junta jovens

Nos dias 3 a 5 de Abril realiza-se em Lisboa o Fórum Inconformação 2009, que vai juntar jovens de todo o país para debater a escola, a arte, a política e a história.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Hugo Chávez vence Referendo

O presidente Hugo Chávez celebrou os resultados do referendo que aprovou uma emenda da Constituição para permitir a possibilidade de se candidatar ilimitadamente à presidência da República e anunciou um novo ciclo da "revolução bolivariana", 2009-2019.
"Foi uma grande vitória, aqui está o povo a levantar as bandeiras da vitória popular", foram as primeiras palavras do presidente Hugo Chávez, transmitidas em simultâneo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.
Desde o "balcão do povo", do palácio presidencial de Miraflores, Hugo Chávez anunciou que "com esta vitória começa um terceiro ciclo da revolução bolivariana, de 2009 a 2019".
"Estou pronto, abrimos as portas ao futuro, para percorrer o caminho da dignidade e do socialismo. Há que reforçar a marcha do verdadeiro socialismo", sublinhou Chávez, perante milhares de simpatizantes que empunharam bandeiras vermelhas (a cor da revolução).
Hugo Chávez vincou que "a Venezuela deve ser socialista ou não será uma pátria perpétua" e anunciou que "a menos que Deus disponha outra coisa, a menos que o povo disponha outra coisa, este soldado (Chávez) já é pré-candidato à presidência para 2013".
"Que veja o Mundo como brilha a luz do povo de Simón Bolívar. Aqui estou de pé, firme, mande-me o povo que saberei obedecer-lhe, soldado sou e saberei obedecer-lhe", frisou o chefe de Estado.
Chávez pediu ainda um forte aplauso para o ex-presidente cubano Fidel Castro e agradeceu ao povo de Cuba: Esta vitória "também é tua Fidel e é de todo o povo cubano e da nossa América".
"Ressuscitámos (com o resultado do referendo) a pátria que estava morta e humilhada (...) Estou a falar da pátria e da necessidade de que a façamos perpétua. A pátria é uma ou não o é. A pátria venezuelana ou é socialista ou nunca será uma pátria perpétua", disse.
Aos seus simpatizantes, Chávez deixou um agradecimento: "hoje vocês escreveram o meu destino político que é igual ao destino da minha vida".
"Quero dizer-lhes que o assumo com plenitude em alma e espírito. Hoje quero jurar de novo ao povo venezuelano que a partir deste instante me consagro integramente ao pleno serviço do povo venezuelano", sublinhou.
Por outro lado, o presidente venezuelano anunciou que o combate à insegurança e à corrupção vai estar entre as prioridades do seu governo.